Tuesday, January 11, 2011

Da transposição de oitavas / On octaves transpositions

(image by Alex B.)

Questiona o coração
e as perguntam
viajam
pelas artérias
do mundo

Reflexões pessoais
ressoam
gritos
coletivos

O amor de uma vida
não cabe num poema,
dentro você,
ou de mim

Mas somos
instrumentos
de sopro,
levamos nossas canções
a toda sorte de ouvido.


Question your heart
and the inquiry
travels
along
the arteries of the world

Personal musings
resonate into
collective
shouting

A lifetime of love
doesn't fit a poem
it doesn't fit
you or me

But we are
wind instruments and
we make our songs heard
by all sorts of ears.





(To Fulvio, in occasion of the anniversary of his blog)

(Meet other amazing poets at One Stop Poetry)

12 comments:

  1. Verdade Cris!
    Adorei a verdade de tuas palavras...
    Bjs

    Mila

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  2. lovely one shot...some interesting lines...can we hold a life time of love...something to ponder...but regardless we can let our song be heard...

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  3. ah amor
    o amor de uma vida não cabe em um poema
    mais o amor dos teus poemas cabem em tantas vidas
    e encantam tantos

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  4. Beautiful. Makes me think of life, breath, and poetic voice.

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  5. De fato somos instrumentos transitórios e ao amor também passa, por diferentes olhos, e diferentes conclusões. Ele não foi feito para registro é um destes nômades, quem sabe temos a sorte de convencê-lo a ficar.

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  6. Ooh I love this one. Resonating in my head =) Rather unusually listening to Mozart and this flows just like the oboes over the violins... very beautiful.

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  7. "Mas somos
    instrumentos
    de sopro,
    levamos nossas canções
    a toda sorte de ouvido."

    que beleza de imagem!
    como você transforma tão bem expressões da linguagem cotidiana (como "a toda sorte de...") em discurso poético! é lindo.

    beijoca!

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  8. That first stanza is absolutely brilliant.

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  9. Gostei do que vi por aqui. Se puder me faça uma visita. Um abraço!
    http://pensamentosduneto.blogspot.com/

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  10. somos vidas calmas, poemas sem legendas.

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  11. I love the idea that we're wind instruments. Makes me think of Rumi. Lamentations of a reed, of a flute, going through to the heart of the world. We're wind instruments. It explains our poetry.

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